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Entrevista
professor Ricardo de Almeida Gonçalves

Ricardo de Almeida Gonçalves  é graduado em  Licenciatura na UFRJ e está ingressando, em 2020, no mestrado, ao qual foi aprovado em primeiro lugar naquela Universidade.

Professor Ricardo com seus alunos

O Professor Ricardo de Almeida Gonçalves graduou em Licenciatura na UFRJ, em dezembro de 2019, e está ingressando, em 2020, no mestrado, ao qual foi aprovado em primeiro lugar naquela Universidade.

Desde que chegou ao Projeto Toque e se Toque vem trabalhando com musicalização infantil, ensinando crianças com média de idade de 10 anos.  Em parceria com a professora Ana Beatriz, dão aula de flauta e canto para cerca de 20 meninos.

Ricardo diz que está adorando esta experiência, que considera um aprendizado incrível. “Estou tendo a oportunidade de estar em uma sala de aula, trabalhando com alunos que trazem experiências e níveis musicais diversos. É um desafio , mas que inspira.

“Comecei a trabalhar com algumas das crianças ano passado.  E é gratificante vê-las crescendo   musicalmente rapidamente.  A maioria nunca tinha tido contato com uma  flauta . E em  pouco tempo,  já estão tirando música de ouvido , cantando e sabendo se posicionar no palco nas apresentações, apesar de tão pouca idade e tempo de aprendizado”. Ele explica que no repertório, baseado na MPB, são mescladas músicas atuais com antigas. Assim, eles cantam Chico Buarque, como também Ana Vitória. Há uma negociação.

 Expectativa

Ricardo espera que este ano de 2020 possa dar continuidade ao trabalho e que mais crianças ingressem no Projeto, possibilitando a formação musical de um maior número de pessoas.  O professor ressalta que uma das coisas mais importantes do Toque e se Toque é o contato com a comunidade do Rio de Janeiro, possibilitando o oferecimento de ensino de qualidade e de forma gratuita. “A gente está aqui de portas abertas transmitindo nosso conhecimento musical adquirido na Universidade e no CAp (Colégio de Aplicação da UFRJ) e ao mesmo tempo aprendendo. Quanto mais pessoas tiverem acesso, sejam crianças, jovens ou adultos, mais relevante será o cumprimento de nosso papel junto à sociedade. Estamos podendo devolver   o conhecimento que obtivemos ao estudar em uma universidade pública.

Ademir dos Santos quer realizar sonho de tocar um instrumento

Ademir dos Santos é funcionário da Comlurb (Companhia de Limpeza do RJ) há 30 anos.

O aluno Ademir dos Santos sempre teve sonhou em  aprender a tocar um instrumento .Mas nunca tinha tido a oportunidade. Há dois anos descobriu o Projeto Toque e se Toque , onde todos os sábados, assiduamente,  frequenta as aulas de percepção, prática de conjunto e cavaquinho.

Feliz da vida, Ademir conta que a música torna os dias mais alegres . Apesar de não saber cantar, costuma cantarolar baixinho enquanto executa seu trabalho.

Ademir é funcionário da Comlurb – Companhia de Limpeza do RJ- há 30 anos, cuidando da rua  18 de Outubro, na Tijuca, das seis da manhã às 13h.

“Amo o que faço e capricho para deixar tudo bem limpo, afinal a população merece. Só fico chateado quando vejo as pessoas jogando lixo nas ruas”.

Ademir diz ser muito grato ao Projeto e gosta bastante da convivência com os colegas do curso.  “Quando cheguei aqui não sabia nada . Agora que já estou começando a entender um pouquinho o cavaquinho . Ele conta que  treino bastante nas horas vagas para melhorar cada vez mais. “ Estudar música faz muito bem. E nunca é tarde para começarmos”, finaliza Ademir.

Jéssica Tomaz Gomes (pedagoga)

Chahrazéd Layaun (geóloga)

Jéssica Tomaz Gomes (pedagoga) e Chahrazéd Layaun (geóloga) são alunas do Toque e Se Toque. Ambas tinham um desejo em comum, aprender música, essa oportunidade surgiu com o Curso Toque e Se Toque. Chahrazéd está há dois anos e meio no curso e  Jéssica está no curso há um ano.

Jéssica diz que não tinha ideia do que era o Projeto, não imaginava que o curso fosse tão completo. O aprendizado de teoria e prática musical juntos fornecem uma boa base para quem está começando. “ Foi um diferencial para mim. Estou encantada. Já consigo ler partitura e  tocar violão”. Conta também que seu pai, falecido em 2006, era um bom violonista, mas infelizmente não teve tempo para ensiná-la.  “No início do curso achei superdifícil e fiquei com a impressão de que nunca iria aprender. Foi uma questão de honra.”, ressalta.

Moradora de Ricardo de Albuquerque, distante do Projeto, diz que fica ansiosa para o sábado  chegar e que  nunca faltou uma aula. “ Às vezes estou triste, baixo astral. Mas quando chego no curso, tudo se modifica.  Aqui tudo é prazeroso. As aulas, o local, o ambiente. Além disso, não vamos encontrar professora como a Maria Alice, rigorosa, nos cobra aplicação, estimulando a gente estudar  de verdade “. Segundo Jéssica, ela só abandonará o curso se for expulsa ou se tiver problema no trabalho que a impeça de prosseguir.

Chahrazéd entrou no Projeto em 2017. Ao fazer uma auto avaliação sobre seu aprendizado, ela acredita que ainda tem uma longa jornada pela frente. Mas para quem saiu do zero, considera que houve uma grande evolução, tanto na parte teórica como prática. “O conteúdo é passado de modo gradual, os exercícios (ditados rítmicos e melódico) auxiliam na fixação musical, assim nos apropriamos do conhecimento de uma forma muito bonita”

Ela conta que a variação de faixa etária é o que mais gosta no Projeto, pois o curso conta com alunos entre 08 a 80 anos. “Aqui você estuda ao lado de crianças, adultos e idosos.  Esta troca de experiências é muito enriquecedora”. Baseada nessa experiência com a música, ela aconselha: se você deseja tocar um instrumento, não importa a idade, o importante é nunca desistir, ter força de vontade e acreditar.  Para ela é possível aprender qualquer coisa. “Têm colegas maravilhosos que começaram com idade mais avançada e estão tocando muito bem. Então esteja aberto e se esforce, pois é possível chegar lá”.  Conclui.

Projeto de extensão do CAp UFRJ. Os alunos iniciam o aprendizado em canto, cavaquinho, flauta doce, percussão, violão e ukulelê, além de aulas de percepção e teoria musical. Aqui se aprende fazendo música, com a criação da Orquestok e da Orquestra de Ukuleles da UFRJ, formada por todos os alunos e professores.

Inscrições

Matrículas: fevereiro ou agosto, mediante abertura de novas vagas.

HORÁRIO DAS AULAS: sempre aos sábados. Das 9:00 às 14:00 h, em horários diferenciados.

LOCAL: Centro da Música Carioca Artur da Távola.

IDADE: de 7 a 80 anos –  Curso gratuito

Oficinas de iniciação instrumental
Mais informações: (21) 3238-3831 ou:

APOIO

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Logo_CAP UFRJ
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Oficinas

O Projeto Toque e se Toque  promove a educação musical, capacitando alunos entre sete e oitenta anos, na prática instrumental  e no conhecimento teórico, com foco na Música Popular Brasileira (MPB).

Também tem objetivo de complementar a formação dos licenciandos da Escola de Música da UFRJ- futuros professores- e aperfeiçoar atuais professores de música de escolas públicas nas práticas de ensino da MPB, multiplicando a ação do Projeto.

A formação de conjuntos instrumentais e a participação em concertos é uma prática utilizada no projeto que qualifica de maneira inequívoca o trabalho do professor em sala de aula. A Orquestok e a oficina de prática de conjunto são os pontos culminantes da trajetória do Projeto Toque e se Toque.

Novos arranjos para canções de diferentes estilos do repertório de MPB, produzidos por licenciandos e professores, funcionam como fio condutor do trabalho de educação musical.

O projeto é um espaço democrático, com alunos de todas as faixas etárias e de diferentes classes sociais. No local, se criam fortes laços de amizade e tem propiciado a inclusão social.

professores

Alunos na aula de educação musical com a professora Beatriz

Professores

Vídeos

DICAS

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OUTROS

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Concerto de Aniversário do Centro da Música Carioca

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Final de ano no Centro da Música Carioca

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