HISTÓRIA DO PROJETO

O Projeto “Toque …e se Toque” foi implantado em 2006, com o apoio da FINEP, do Programa Escola Aberta do governo federal, da Universidade Federal do RJ (UFRJ), do Colégio de Aplicação da UFRJ (CAp UFRJ ) e das prefeituras  municipais do RJ e de Mesquita.

O Projeto foi estabelecido, inicialmente, em escolas municipais do Rio e de Mesquita, passando, em 2015, para o CAp UFRJ, na Lagoa. Desde 2017, funciona no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, onde recebe alunos de todas as partes da cidade. Coordenado pelos professores Maria Alice da Silva Ramos Sena e Vinícius Vivas foi firmada uma parceria entre a prefeitura – que cede o espaço e a infraestrutura necessária para realização das aulas – e a Universidade Federal do Rio de Janeiro, que cede os seus professores e alunos do curso de Música da UFRJ.

 

A partir de 2018, além das aulas de iniciação instrumental, o Projeto foi ampliado com a criação do CURSO DE APERFEIÇOAMENTO “TOQUE… E SE TOQUE!” – CATST, voltado para professores de música de escolas públicas. A finalidade é atualizar profissionais da área de ensino de Música nas práticas de ensino da Música Popular Brasileira, aumentando, com isso, sua área de atuação. Conta com a participação dos professores Cláudia Alvarenga, Maria Luiza Mesquita da Rocha, Regina Meirelles e Rodrigo Russano nas disciplinas Processos de Musicalização, Processos Institucionais, Música Popular: estilos e gêneros e Harmonia Funcional e Arranjos em MPB.

Já foram atendidos, desde sua criação, cerca de 1100  alunos, com aulas de canto, flauta, cavaquinho, percussão, violão, ukulelê, além de aulas de  teoria e percepção musical, e prática de conjunto.  Cerca de 40 licenciandos da Escola de Música da UFRJ já atuaram no “Toque e se Toque” e 12 professores formam a primeira turma (2018) de alunos do CATST.

Processo de Implantação

O Projeto Toque e se Toque se tornou possível pela intervenção da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o seu Colégio de Aplicação – origem dos dois coordenadores, além das Prefeituras do Rio de Janeiro e de Mesquita, e da   FINEP – financiadora de estudos e projetos, por meio do Programa Escola Aberta.

 O seu processo de implantação foi, sobretudo, um exercício de construção de um processo de educação musical que articula o ensino e a performance, a pesquisa e a extensão, de forma indissociável. O projeto é voltado para diversas populações da cidade do RJ, tendo como suporte a Música Popular Brasileira e a visão da aprendizagem musical como fundamental para o processo de desenvolvimento do indivíduo.

De acordo com a idealizadora, a prof. Alice Ramos Sena, “ao tomar conhecimento, através do Edital para a CHAMADA PÚBLICA MCT/FINEP/MEC – PROGRAMA ESCOLA ABERTA, procurei a  Pró Reitoria de Extensão da UFRJ e encontrei a  professora Ana Ines de Souza, superintendente acadêmica da Universidade, que ajudou a transformar em realidade o sonho que acalentava desde a época de minha iniciação profissional: transformar a Música Popular Brasileira em material para o aprendizado da música  e trabalhar com diversas populações que têm pouco acesso ao seu ensino formal”.

ORIGEM DO PROJETO

Em outubro de 2000, foi criado na Escola Municipal Jose Veríssimo (Rocha) o Coral Vera Lúcia França, com alunos do 6° ao 9° anos do Ensino Fundamental, para se tornar campo de pesquisa da Dissertação de Mestrado da prof. Alice Ramos Sena. A trajetória bem sucedida deste coro – que permaneceu em atividade durante cinco anos – a motivou a ampliar a área de atuação para o ensino de instrumentos, nascendo, a partir daí, o Projeto “Toque… e se toque!”.

As Escola Municipal Ministro Gama Filho (Lins de Vasconcelos) e Escola Municipal Alcide de Gaspari (Higienópolis) foram escolhidas para implantação, ambas pertenciam a III Coordenadoria Regional de Educação (CRE). Além disso, estavam próximas à Escola Municipal José Veríssimo, e faziam parte do Programa Escola Aberta.

A atuação do Projeto foi estendida ao Município de Mesquita e, em 02 de outubro de 2006, foi realizada a primeira reunião de planejamento e seleção dos profissionais que atuariam nas oficinas.

O mês de outubro foi dedicado à organização para a implantação: aquisição do material (compras de equipamentos e/ou instrumentos musicais e de uso diário, como papel, pastas, dentre outros), contratação dos licenciandos, organização do currículo a ser trabalhado e preparação do material didático.

Para a seleção dos licenciandos, que participariam como professores, foi efetuada uma chamada através da Escola de Música da UFRJ. Como a verba captada não daria para a realização integral do Projeto, conforme concebido para dois pólos de atuação – Mesquita e III CRE – optou-se por implementá-lo por inteiro na III CRE e usar apenas o canto e a flauta-doce em Mesquita. Nos dois meses iniciais do Projeto foram delimitadas as estratégias a ser desenvolvida ao longo dos dois anos de duração do patrocínio da FINEP.

O ano de 2007  foi o marco inicial do trabalho do Projeto, pela atuação nos dois pólos – III CRE e  Mesquita – e pela instituição da prática de conjunto como diretriz para as práticas de aprendizado em Música voltadas para a MPB.

Em 2008, a direção da Escola Municipal Alcide de Gaspari desligou-se do Programa Escola Aberta e, com isso, o Projeto foi descontinuado. Ainda houve uma tentativa de implantação da Escola Municipal República do Peru. Mas, como o tempo do apoio financeiro da FINEP estava acabando e não houve captação de recursos na Prefeitura do Rio de Janeiro, optamos por um novo formato em Mesquita e encerrar os trabalhos na III CRE.

Para tentar manter o Projeto, os alunos se mobilizaram, criaram música, fizeram abaixo-assinado. Os licenciandos continuaram por um tempo na nova escola, mas, mesmo assim, o Projeto foi encerrado no final de 2008 na III CRE por falta de patrocínio.

VEM, COMUNIDADE

Vem, comunidade
viajar nesse som.
Não tem idade
pra despertar esse dom.

É só abrir a mente,
aprender o que é bom.
Mostrar o que sente
de tom em tom.

Irá germinar a semente.
O “Toque… e se toque!”  faz parte da gente.
Deixa brotar alegria,
sorrir e cantar com euforia.

Toque… e se toque!
Toque… e se toque!
Toque… e se toque!
É uma explosão de amor!

(composição feita pelos alunos  do “Toque… e se toque!”
da Escola Municipal Ministro Gama Filho, 2008)

Em Mesquita, O Projeto foi transferido para a Escola Municipal Irena Sendler, e dividido em dois grupos – crianças pela manhã e adultos à tarde. Teve início o processo de musicalização a partir dos instrumentos cavaquinho, canto, percussão, violão e flauta doce.

O Projeto foi contemplado com o prêmio Pontinhos de Cultura. Trata-se de uma ação promovida pelo Ministério da Cultura, cujo objetivo é a promoção de uma política nacional de transmissão e preservação da Cultura da Infância, por meio de ações que fortaleçam os direitos da criança segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Outro fator positivo foi a participação da Prefeitura de Mesquita e da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que passaram a apoiar o Projeto na sua íntegra. Os licenciandos se tornaram bolsistas da Universidade, através de seu Programa de Extensão – PIBEX, e a prefeitura, além de custear a coordenação, passou a oferecer lanche e transporte para os alunos.

2009

O ano de 2009 foi muito importante com a consolidação de nossa estrutura de trabalho. “Por mantermos desde 2008 um grupo estável de alunos, precisamos constituir os conteúdos em diferentes níveis, para atender aos novos participantes e prosseguir com os antigos. Por isso, criamos turmas diferenciadas e alternávamos os professores para que trabalhassem com todos os alunos de forma satisfatória, ainda em dois turnos – pela manhã (ênfase nas crianças) e à tarde (ênfase nos adultos)”, explica Alice Ramos Sena.

Nosso método começa a se consolidar: as oficinas de iniciação instrumentais funcionado em diferentes níveis, a Prática de Conjunto se consolidando como um lugar de aprendizagem musical por excelência, os concertos e performances com diferentes formatos e locais e os professores-licenciandos participando do processo de construção de arranjos para as músicas trabalhadas, do repertório da Música Popular Brasileira.

Nesse ano foi realizado pela primeira vez em Mesquita o CONCERTO DA PRIMAVERA, que marcou uma nova etapa do Projeto “Toque… e se toque!”, sendo considerado por toda a equipe como uma excelente experiência. O resultado do trabalho dos professores aparecia, e os alunos se apresentaram muito motivados. O concerto foi realizado no dia 21 de setembro de 2009, na Câmara Municipal de Mesquita, em comemoração ao seu 10° aniversário. Participaram 35 alunos do turno da manhã e 30 alunos do turno da tarde

2010  e  2011

Os anos de 2010 e 2011 caracterizaram-se pela consolidação de nossas metodologias de trabalho em Educação Musical. O quantitativo de alunos aumentou e o número de licenciandos também. Continuamos no mesmo endereço e atividades – oficinas e performances – e novas turmas foram criadas para se adequar aos diferentes nivelamentos nas oficinas. Optamos por um turno único para concentrar as atividades: passamos a trabalhar de 9:00 às 13h.

Conforme as oficinas iam acontecendo, os alunos cresciam e as músicas surgiam em seus instrumentos, motivando a todos os que participavam do Projeto. Num dos concertos, no Colégio São José em Icaraí, Niterói, a professora Alice registrou em seu “diário de classe” (um caderno onde são anotados os principais acontecimentos do dia a dia):

“Nesse dia, quando chegamos à escola, gelamos… o auditório era enorme e estava repleto de jovens oriundos, provavelmente, do segundo segmento do Ensino Fundamental, ruidosos e falante. Éramos em número aproximado de 30 pessoas, sendo que somente eu no teclado e Fabiana no cavaquinho: o restante, apenas voz e flautas. Não havia nenhum licenciando-professor para dar apoio, nem o Prof Rodrigo.  Confesso que fiquei muito apreensiva pelo sucesso desse evento. Pensei que o auditório fosse fazer o maior barulho, não iriam prestar atenção, vaiar … afinal, tocávamos a mais pura Música Popular Brasileira, provavelmente distante da realidade daqueles jovens. Eu toco teclado acompanhando o grupo que canta, toca flauta e demais instrumentos.  Fico de costas para a plateia. Os alunos é que ficam de frente, encaram, e nesse dia particular, meu temor era Fabiana, uma menina de 10 anos, excelente cavaquinhista, que iria tocar sozinha o seu instrumento, cara a cara com aqueles ‘amedrontadores’ jovens…

Nas primeiras notas já percebemos o respeito da plateia. Todos vibravam e isso nos dava muita força. Fabiana, num solo complexo, errou uma nota e, sabiamente, deslocou o seu dedinho alguns trastes, tocou um outro som, combinou com o seguinte e…. pronto! Num improviso, o mais suave e bonito possível, livrou-se do erro. E, o melhor, olhou para mim, piscou o olhinho – continuando a música, evidentemente! – como dizendo, – ‘ta vendo? Não deixei a peteca cair’!

O Concerto foi um sucesso. As crianças vibraram, aplaudiram, pediram bis, cantaram conosco. E eu saí dali percebendo que estava formando músicos de verdade, e Fabiana já era uma delas, com apenas 10 anos! Na verdade, eu saí dali acreditando um pouco mais na humanidade!”

 

2012,  2013 e 2014

Os anos de 2012 e 2013 foram de muito trabalho e realizações. Os alunos, com muito entusiasmo, participavam de diferentes oficinas. O formato- que mantemos até hoje – foi implantado a partir de 2012. Os alunos fazem 3 tempos de aulas, divididos em prática instrumental, percepção da música e Prática de Conjunto. Os Concertos e Performances continuaram a motivar a todos e o repertório da Música Popular Brasileira cada vez mais era divulgado e apreciado.

Começamos o ano de 2014 com muita expectativa. No entanto, por razões conjunturais, precisamos transferir, no final de 2014, o Projeto para o Colégio de Aplicação da UFRJ, local de trabalho original dos seus coordenadores.

2015 – 2016

Com a ida para o Colégio de Aplicação, implantamos, também, o curso de ukulelê com a coordenação do Prof Vinícius Vivas. Novos alunos advindos do novo espaço de trabalho e alguns alunos remanescentes de Mesquita se integraram nesse novo formato e trabalhamos com muito afinco. Entretanto, no final de 2015 precisamos mudar o horário de nossos cursos, em função do Colégio de Aplicação precisar dos espaços letivos aos sábados.  Por não conseguirmos manter no horário noturno os três tempos necessários ao nosso trabalho, procuramos um novo local para nos acolher, onde pudéssemos funcionar aos sábados. E chegamos ao Centro da Música Carioca Artur da Távola, que é um espaço voltado para a Música Contemporânea, para compositores e instrumentistas brasileiros que nem sempre encontram expressão na mídia.

No Centro da Música Carioca Artur da Távola encontramos o espaço ideal para o nosso desenvolvimento. O apoio dado pelo diretor Rubens Kurim foi de extrema importância e facilitador da implantação de nossas práticas.  Alguns alunos vieram conosco para o novo espaço e novos alunos foram incorporados. E iniciamos essa nova trajetória no segundo semestre de 2016.

 

2017- 2018-

Desde a ida para o Centro da Música Carioca, temos um público constante,  conseguido abrir a cada ano novas vagas em nossas oficinas.  A partir de 2017, foi criada a ORQUESTRA DE UKULELES DA UFRJ e aORQUESTOK, que é o resultado do trabalho realizado na Prática de Conjunto. Com isso, todos tocam juntos, com arranjos diferenciados para cada grupo de instrumentos e instrumentistas, uma verdadeira Orquestra de sons e vozes. 

Estamos funcionando com 2 níveis de oficinas de Canto,  3 níveis de Cavaquinho, 2 níveis de Percussão e 4 níveis de Violão.  Também abrimos turmas especiais para a iniciação musical de crianças. Estamos agora com  dois níveis de Flauta Doce, um nível de Ukulelê e um de Percussão, além do Coral Infantil. Também há 1 nível de ukulelê e a Orquestra de Ukuleles.

A Orquestra de Ukulelês  tem uma trajetória independente e, ao mesmo tempo, está acoplada ao trabalho da ORQUESTOK.  O repertório do ORQUESTOK é definido no início do ano e faz parte do processo de ensino e aprendizagem dos alunos em suas oficinas.

Em 2018, foi criado o Curso de Aperfeiçoamento“Toque e Se Toque”  – CATS .  o  objetivo é  compartilhar práticas de ensino e aprendizagem da música popular brasileira, usando a Canção Brasileira como recurso para conteúdos relacionados ao estudo sistemático da música. Direcionado aos professores de Música da rede pública de ensino, é uma proposta de formação continuada, gratuito e com duração de 2 anos.  Os alunos do curso CATS acompanharão os participantes do Projeto “Toque… e se toque!” em 5 módulos simultâneos: (1) Prática de Conjunto, (2) Musicalização, (3) Prática de Instrumento, (4) Orientação e Acompanhamento, (5) Produção e execução de arranjos próprios. Conta com a participação dos seguintes professores, em seus cursos:

Profª. Drª. Claudia Alvarenga

Professor de Processos de Musicalização

Doutora em Educação pela Universidade Estácio de Sá (UNESA – 2016) onde também fez o Mestrado em Educação (2012), especialista em Docência Superior (FABES – 1999), graduada nos cursos de Bacharelado em Composição (1998) e Licenciatura em Música (1990) pela UNIRIO, Claudia Helena Alvarenga é professora de música no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1998, tendo lecionado anteriormente na rede municipal do Rio de Janeiro, e no Colégio Pedro II. Em suas atividades artístico-musicais, destacam-se os trabalhos desenvolvidos como cantora, compositora e arranjadora com os temas que abrangem: cantos étnicos, uso não tradicional da voz e canto coral. Dirige o Coral da Associação Scholem Aleichem (ASA) desde sua fundação em 1995, divulgando especialmente o cancioneiro judaico. Desenvolve trabalhos que abrangem reflexões a respeito de música, educação musical, formação docente para ensino de música e outros temas correlatos com livro e artigos publicados.

Profª. Me. Maria Luiza Mesquita da Rocha

Professor de Processos Institucionais

Mestre em Lingüística Geral pela Universidade de São Paulo (2002). Bacharel em Letras pela Faculdade de Letras da UFRJ (1979). Licenciada em Português-Literaturas pela Faculdade de Educação da UFRJ (1980). Atualmente é professora da carreira de Educação Básica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, lotada no Colégio de Aplicação, onde trabalha no Setor de Língua Portuguesa desde março 1980. Tem experiência na área de ensino de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, no Ensino Fundamental II e Ensino Médio, com ênfase em produção textual na escola. Também tem atuado no trabalho com Estágio Supervisionado na formação inicial de professores (Cursos de Licenciatura), e em cursos de especialização na formação continuada (pós-graduação lato sensu) na UFRJ.

Profª. Drª. Regina Meirelles

Professor de Música Popular: estilos e gêneros

Professora do Curso de Pós-Graduação na Escola de Música da UFRJ. Doutora em Comunicação e Cultura pela Escola de Comunicação da UFRJ e Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da UFRJ. Atuou como professora de Educação Musical e Chefe do Departamento de Música no Colégio Pedro II. Foi coordenadora do Curso de Licenciatura em Música na Escola de Música da UFRJ. Professora e pesquisadora na área de Etnomusicologia, Folclore Nacional e Música Popular Brasileira. Membro da Associação Internacional para o Estudo da Musica Popular (IASPM) e Membro Titular da Academia Nacional de Música.

Profª. Me. Rodrigo Russano

Professor de Harmonia Funcional e Arranjos em MPB

Mestre em Musicologia pela UNIRIO, foi professor do Colégio de Aplicação da UFRJ, da Secretaria Municipal do Rio de Janeiro, da Rio International School e do Colégio Palas. Foi professor-coordenador do projeto “Toque… e se toque!” entre 2016 e 2013 e coordenador do setor curricular de Música do Portal do Professor do MEC. Vem atuando como produtor musical e compositor de trilhas sonoras desde 2001. Atualmente é professor e coordenador pedagógico do Setor de Educação Musical do Colégio Pedro II.

Papel dos Apoiadores

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através do seu corpo social, desenvolve vários projetos de extensão e de pesquisa direcionados para o mais variado público-alvo.  As atividades de extensão estão organizadas em programas, projetos, cursos (presenciais e a distância), eventos e prestação de serviço. A Pró-Reitoria de Extensão tem como prioridade a institucionalização da Extensão, de modo a torná-la uma prática acadêmica valorizada e assumida pelo conjunto de profissionais que constitui a UFRJ.

O Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp UFRJ)  foi criado em 20 de maio de 1948 para cumprir o Decreto-Lei Federal n. 9053 . O Decreto  estabeleceu a obrigatoriedade de todas as Faculdades de Filosofia manterem “ginásios de aplicação, destinados à prática docente dos alunos dos cursos de Didática, com os seguintes objetivos: proporcionar a prática da didática em casa de  ensino apropriada dotada de todos os recursos para tal finalidade; instituir uma casa de ensino modelar para estímulo e emulação de outras do mesmo grau; abrir, sob a égide da Faculdade de Filosofia, um campo de estágio palpitante e evolutivo .

A FINEP – financiadora de estudos e projetos- é uma empresa pública brasileira, de fomento à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas sediada no Rio de Janeiro. Vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. A Empresa foi criada, em 24 de julho de 1967, para institucionalizar o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas, criado no ano de 1965.

O Programa Escola Aberta é fruto de um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Educação e a Unesco. Dentre os objetivos estão: contribuir para a melhoria da qualidade da educação, a inclusão social e a construção de uma cultura de paz, por meio da integração entre escola e comunidade; ampliação das oportunidades de acesso à formação para a cidadania e redução de violências na comunidade escolar”. Em parceria com as 68 Secretarias de Educação Municipais e 5 estaduais e com a Secretaria de Educação do DF, promove a abertura de escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio, localizadas em regiões urbanas de risco e vulnerabilidade social, aos finais de semana, para toda a comunidade.  Este programa visa proporcionar aos jovens das escolas públicas e às suas comunidades espaços alternativos para o desenvolvimento de atividades de cultura, esporte, lazer, geração de renda, formação para a cidadania e ações complementares às de educação formal. Pretende, assim, contribuir para a formação de um povo educado, conhecedor de seus direitos e em condições de se organizar e de lutar por sua liberdade e cidadania.

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